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Atribuição do Prémio Nacional de Professores


2007-11-13

Discurso da Ministra da Educação na cerimónia de atribuição do Prémio Nacional de Professores, em Lisboa

Senhor Primeiro-Ministro
Colegas de Governo
Membros do Júri do Prémio Nacional de Professores
Presidentes dos conselhos executivos das escolas
Senhores e Senhoras professores
Distintos convidados

O Prémio Nacional dos Professores foi anunciado pelo Senhor Primeiro-Ministro na abertura do ano lectivo de 2006/2007.

Existem já prémios em muitas áreas de actividade: na cultura, na ciência, no desporto, na literatura, na poesia, no jornalismo, na engenharia, ou na arquitectura.

São prémios que têm como objectivo reconhecer o mérito, o talento, a dedicação e a excelência.

Existem também prémios para os melhores alunos.

Mas não existia um prémio para os melhores professores.

Faltava-nos um prémio de reconhecimento da excelência na educação.

Dirão alguns que o melhor prémio dos professores são os resultados escolares dos seus alunos, o sucesso quotidiano nas suas aprendizagens.

É verdade.

Sabem-no os próprios professores e sabem-no todos aqueles que reconhecidamente guardam na memória o nome dos seus melhores professores como uma referência, por vezes, para toda a vida.

Mas esse é um reconhecimento individual.

Cada um de nós sabe, pela sua experiência pessoal, que existem professores excelentes.

Porém, não somos capazes de, colectivamente, indicar um nome.

E mesmo naqueles raros casos em que um nome nos vem à memória quase instantaneamente, como acontece com o nome do professor Rómulo de Carvalho, sabemos que este surge sempre depois do nome do escritor António Gedeão.

Virgílio Ferreira, Lídia Jorge, Eduarda Dionísio, Graça Morais, para nomear apenas alguns, foram ou são nossos professores, mas a sua notoriedade resulta sobretudo do seu trabalho no campo da literatura ou da arte.

Há uma diferença fundamental entre o reconhecimento individual, presente na memória de cada um, e o reconhecimento colectivo, presente na memória de todos.

O reconhecimento colectivo, o reconhecimento do país e do próprio sector da educação, é muito importante para a valorização do mérito e da excelência nas actividades de ensino.

É importante, em primeiro lugar, para que a excelência na educação se possa afirmar aos olhos do cidadão comum; para que na memória dos portugueses se fixe uma galeria de figuras exemplares na educação que alimente o nosso orgulho colectivo, como acontece na literatura, no desporto, na música, na ciência e em muitos outros domínios.

É importante, em segundo lugar, porque essa galeria de figuras exemplares da educação poderá inspirar os professores mais jovens, constituindo-se como referências para a profissão.

Finalmente, é importante porque com este prémio é todo o sistema educativo que sai beneficiado: os professores premiados passarão a ser uma referência nacional muito para além da escola ou comunidade educativa onde exercem a sua actividade, e a educação será vista como uma actividade em que a excelência, e não apenas os problemas, está presente.

Muito se tem dito sobre a necessidade de valorizar a profissão de professor.

O sentimento dessa necessidade e da sua urgência tem sido expresso de muitas formas.

O nosso desejo é que a criação deste prémio contribua para esta valorização, contribua para alimentar uma imagem positiva do trabalho dos professores.

Sabemos, contudo, que para a construção de imagens sociais positivas é necessário quotidianamente difundir e generalizar boas práticas profissionais, afirmar no interior das escolas um exercício profissional exigente, rigoroso e de qualidade.

A excelência tem referentes mas tem também condições que precisam de ser construídas todos os dias, por todos os profissionais.

Hoje, aqui, vamos fazer a entrega de diplomas e de prémios aos professores vencedores desta primeira edição do Prémio Nacional de Professores.

Quero, em primeiro lugar, agradecer ao júri e aos seus membros: ao Professor Daniel Sampaio, que presidiu, ao Engenheiro Roberto Carneiro, aos professores António Nóvoa, Isabel Alarcão, Dulce Lavajo e Manuela Castro, bem como à Investigadora Raquel Seruca.

Fizeram um excelente trabalho, com total independência, e espero que mantenham a disponibilidade para integrar o júri da segunda edição do prémio, em 2008, cujo edital é hoje publicado.

Agradeço também aqueles que aceitaram o convite para entregar os prémios atribuídos.

São portugueses que também se destacaram de outros modos.

O Dr. João Rendeiro, presidente da Associação de Empresários para a Inclusão, fará a entrega do «prémio liderança»; o Professor Sobrinho Simões, Director do centro de investigação Ipatimup, fará a entrega do «prémio inovação»; a Ana Sofia Borges de Figueiredo, que enquanto estudante na escola secundária Almeida Garret, de Vila Nova de Gaia, foi a melhor aluna do ensino secundário no ano lectivo 2006-2007, fará a entrega do «prémio carreira».

O «prémio nacional» será entregue pelo Senhor Primeiro-Ministro.

Agradeço ainda ao Henrique Cayate a imagem deste Prémio: o professor, a sala de aula e o futuro.

Acordámos, o Ministério da Educação e o Centro Português de Design, lançar um concurso para a concepção de um troféu para a próxima edição do Prémio Nacional de Professores.

Antes de terminar, uma palavra de parabéns para os vencedores, cujos nomes conheceremos em breve.

Recebem prémios pessoas diferentes, com percursos diferentes e com visões da educação também diferentes.

Mas em todos os casos premiou-se o profissionalismo, a dedicação à causa dos alunos e a excelência da prática quotidiana nas escolas.

Dou ainda os parabéns às escolas, aos conselhos executivos e às assembleias de escola que apresentaram as candidaturas dos seus professores ao prémio.

E dou também os meus parabéns a todos os professores que foram nomeados pelas suas escolas: a exigência era de um e apenas um professor por cada escola, pelo que todos eles são símbolos da excelência que queremos premiar e ver publicamente reconhecida.

Para esta edição do prémio nacional de professores, foram apresentadas 65 candidaturas, no total: a todos estes professores nomeados será atribuído um certificado de participação.

Finalmente com este prémio honramos todos aqueles professores que, anonimamente, nas suas escolas dão o melhor do seu esforço para o sucesso dos seus alunos e para o desenvolvimento do País.

Antes da distribuição dos prémios, o professor Daniel Sampaio fala-nos sobre «as funções do professor na escola de hoje».




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